Saudações socialistas!

A classe média definirá o rumo da política do Brasil


A mídia nacional entrou na discussão entre os ex-presidentes Lula e FHC sobre a influência da classe média nas próximas eleições.

Para os especialistas a polêmica procede e os interesses dessas 94 milhões de pessoas, mais da metade do povo brasileiro, interferirão no futuro do país. Essas 29 milhões de pessoas que subiram para a classe C são objeto de estudo dos profissionais do meio político.
A principal característica em comum é terem emergido pelos próprios esforços, trabalhando arduamente para melhorarem suas vidas. O amadurecimento trazido pelas dificuldades vividas induz que estas pessoas são mais críticas, exigindo maiores informações para serem convencidas e formarem a própria opinião.
A primeira preocupação deste grupo que saiu da classe D é a educação. Os chefes destas famílias enfrentaram dificuldades no mercado de trabalho pela falta de qualificação para as vagas disponíveis. Eles não querem que seus filhos tenham o mesmo constrangimento, desejando que eles alcancem o nível superior. Assim o acesso ao ensino de qualidade e direcionado ao mercado de trabalho será uma pauta de peso no debate político.
Outra característica deste grupo é a busca pela autonomia econômica. Elas tiveram acesso a linha de crédito para adquirir seu primeiro veículo ou imóvel e abriram seus próprios negócios, passando a condição de investidores. Para estas pessoas interessa o Estado que promove oportunidades de independência financeira, mantendo a ordem social. A tendência é que seja exigido nas eleições propostas concretas para a geração de emprego e renda e para a segurança pública.
Contudo estes novos integrantes da classe média são sensíveis as dificuldades dos brasileiros das classes D e E. Para eles o Estado deve continuar buscando o bem de todos os indivíduos, reduzindo as desigualdades através de programas sociais coerentes.
É interessante ressaltar que esta nova classe média não implica em uma unidade de práticas e pensamentos, pois o critério que os identifica é apenas a renda.  Os novos integrantes da classe média podem se dispersar pela visão egoísta voltada ao consumo predominante na antiga classe média, ou manter as lembranças dos esforços já vividos e se engajar na defesa dos mais pobres.

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