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Pesquisa indica interesse do brasileiro pela política


O DataSenado indica o amadurecimento do eleitor, que está mais consciente de seu papel na política e disposto a participar voluntariamente das eleições.

A pesquisa foi realizada com 797 pessoas a partir de 16 anos, residentes nas capitais dos Estados e no Distrito Federal.  A entrevista foi por telefone, estruturada com respostas estimuladas, ou seja, perguntas com alternativas de respostas determinadas. A margem de erro é de 3% para mais ou para menos. 
O Brasil aproximar-se-ia dos países desenvolvidos quanto ao grau de interesse pela política. Segundo a pesquisa 09 em cada 10 entrevistados têm interesse em política, que 53% avaliam como interesse de  grau médio, e  02 em cada 10 eleitores ouvidos têm interesse de  grau alto.
Identificou-se uma visão positiva sobre a reforma política em quase 80% dos entrevistados, os quais  acreditam que as mudanças na legislação serão vantajosas para o país.
O voto facultativo é a preferência de 65% dos entrevistados, contudo isto não indica desinteresse pelas eleições, e sim o interesse pela liberdade de escolha, pois 85%  continuariam votando mesmo sem obrigação legal.
A pesquisa também identificou a importância dos partidos políticos na visão dos eleitores: 53% concordam com o fim das coligações; 50% com o aumento do tempo mínimo de um ano de filiação partidária como pré-requisito de candidatura; e 56% defendem a permanência obrigatória por um período do político no partido que o elegeu. Quanto ao critério de distribuição de recursos públicos para campanha, 67% dos entrevistados  preferem uma distribuição idêntica entre os partidos políticos. Para 85% dos eleitores ouvidos o tempo de  propaganda eleitoral na televisão também deveria ser distribuído igualmente entre os partidos políticos.
Contudo os entrevistados  querem eleger candidatos mais conectados à realidade local dos eleitores, pois  58% consideram curto o prazo exigido de, no mínimo,  um ano de moradia antes do pleito na circunscrição eleitoral, como condição de elegibilidade.
A televisão é a principal fonte de informação sobre política para 56% dos entrevistados, jornais e revistas tem a preferência de 20%  e a internet de 15% dos eleitores ouvidos.
A pesquisa manteve foi criteriosa, definindo a amostragem  de modo proporcional ao eleitorado de cada capital, considerando também o gênero e a faixa etária. Os entrevistados foram escolhidos de forma aleatória conforme relação de prefixos fornecidos pela Anatel, respondendo a pesquisa voluntariamente e garantido o direito de responder ou não à cada pergunta. Para fiscalizar o procedimento 20% das entrevistas sofreram auditoria. 
        Fonte das informações:  Agência Senado

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